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Gerenciamento de crise: o que a pandemia ensinou aos empresários

gerenciamento de crise

2, março 2021

Todos nós em alguma ocasião já lemos, aprendemos ou talvez experimentamos as diferentes habilidades e características que devemos ter para ser considerados líderes de sucesso. Essas informações estão por todos os lados. E se você tenta definir e selecionar entre tantas fontes e opiniões quais são as habilidades e características comuns, na verdade torna-se um trabalho imenso, talvez sem sentido porque são inumeráveis: começamos com o fato de que devemos ter desenvolvido a curiosidade, paixão, ter uma visão global, lidar com gerenciamento de crise e demais características para que possamos seguir em frente

Tudo isso está bem, de acordo com a teoria, mas a realidade tem nos impactado de forma contundente que não era vista há mais de 70 anos, globalmente falando. E sim, estou falando da Covid-19 e é aqui que nos perguntamos se a lista interminável de habilidades e características que se atribuem a um bom líder é válida. Sendo assim, por que não nos ajudou a antecipar, ou melhor, a administrar melhor a crise gerada pela pandemia?

Acho que a resposta é simples, e dado o que vimos em alguns países, causado pelos próprios líderes: ninguém se salva e a verdade é que temos que reformular essa lista. Sim, reformular, mesmo sem querer. Começando por adicionar mais uma habilidade: aprender sobre o futuro para que possamos aprender a gerenciar crises. Afinal, os empresários e os negócios na pandemia foram afetados. Mas, por que, como donos de empresas, devemos ter essa capacidade?  Ficou interessado no assunto? Continue lendo o blog para entender as lições dessa pandemia!

Gerenciamento de crise na pandemia

Começo a explicação com um exemplo simples: desde o último trimestre de 2019 todos nós vimos ou ouvimos o que estava acontecendo na China. Embora eu não queira mencionar aquelas “habilidades” que não deveríamos mais ter, nem por que elas limitam o aprendizado do que vemos, também seria ainda mais longa do que a lista de habilidades e características que deveríamos ter.

A verdade é que por um ou mais motivos não entendemos ou não compreendemos o que vimos com 6 meses de antecedência. Ou não vimos ou não entendemos por que estamos muito envolvidos em nosso dia a dia, ocupados com nossas próprias lutas ou egos e entretidos com tantas outras “boas habilidades” que supostamente nos ajudarão a ser bons líderes (?). Essa realidade nos mostrou na cara que de líderes, temos pouco. E a razão é que nos falta “capacidade estratégica de explorar o futuro e observar tendências latentes na sociedade”, como bem expressou o filósofo Daniel Innerarity.

Além disso, as habilidades que concordamos que devemos ter, como saber executar e priorizar, não utilizamos, mas como se explica que não temos os recursos médicos mais simples para mitigar essa crise e não temos liquidez suficiente para evitar a falência. São muitos os exemplos de líderes de países muito mais desenvolvidos do que os nossos países da América Latina e que não vale a pena aprofundar hoje.

Aprendizado dos empresários na pandemia

O que podemos aprender como empresários com o que nos aconteceu em relação a essa nova capacidade estratégica de explorar o futuro, ou seja, aprender com o que está por vir em nossos negócios:

  1. O valor de ter cenários: A realidade não é e nem será produto do plano que temos, tem variantes e nuances e devemos estar preparados financeiramente (liquidez, despesas fixas), no comportamento do cliente (mudança de hábitos e prioridades) , na gestão da equipe (remota, virtual) e na utilização dos recursos (escritórios) entre outros;
  2. A importância de reagir a tempo: Não podemos ficar sempre a ponto de que vamos tomar decisões, uma decisão válida é aquela que é tomada agora porque se não for feita custa caro. Sempre tome decisões com base em fatos e dados;
  3. Gerenciamento de riscos: devemos avaliar com mais frequência, não menos;
  4. Medições diárias: Qual é a minha lucratividade e qual é o meu ponto de equilíbrio para agir em conformidade;
  5. Dinheiro é rei: Não vale a pena vender por vender se for a crédito, embora a estratégia de dar crédito seja válida, nem sempre podemos ficar com todo o risco. Já aprendemos que na crise “as vendas são vaidade, os lucros são sanidade e o dinheiro é realidade”;
  6. Comemore as pequenas vitórias: Estamos sempre esperando a grande festa, mas merecemos ver nas pequenas coisas que estamos caminhando na direção certa;
  7. Busque fontes confiáveis: Hoje mais do que nunca aprendemos que muitos falam sem dados ou fatos (inclusive governos), porém, nossas empresas são construídas com dados e fatos que compõem nossa realidade.

E então eu faço o seguinte questionamento:

“Senhor empresário, você já tem sua lista de aprendizagem?”

Outro ponto que podemos refletir é sobre o processo de eletrificação que a sociedade está passando e como isso vai impactar nosso futuro. Indústrias e residências estão cada vez mais recorrendo à energia elétrica como solução. É só pensar na quantidade de vezes que você desejou que aquela parede da sua casa ou empresa tivesse mais tomadas… Em pouco tempo seu carro e sua frota serão elétricos.

O Plano Decenal de Expansão de Energia 2030 prevê aumentos significativos do uso da energia elétrica nas indústrias (de 21,4% para 28,8%), residências (de 46% para 60%) e veículos (de 0,2% para 5%). Como você vai utilizar sua capacidade estratégica de explorar o futuro para garantir seu acesso à eletricidade?

Lembre-se de que você não pode alterar eventos externos, mas pode alterar a maneira como reage a eles. Por isso, te convido a não desistir e a continuar a preparar-se para seguir evoluindo no seu papel de empresário.

 

-Matéria original publicada em: https://actioncoach.com.br/blog/como-empresario-o-que-a-covid-19-deveria-ter-ensinado-a-voce/

2, março 2021

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