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Crise hídrica: por que acontece e quais são as alternativas?

Crise hídrica

20, julho 2021

A crise hídrica tem assolado o Brasil de forma mais veemente desde meados de 2014. O desmatamento, o aquecimento global e a falta de planejamento faz o país viver o pior cenário na distribuição de água e energia elétrica, desde 2000.

Nesse contexto, a crise hídrica brasileira é ocasionada pela falta de chuvas em regiões onde se concentram o maior número de população do país. No caso do Brasil, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Como o consumo de água e de energia elétrica é extremamente alto nessas regiões, os reservatórios naturais de água, como o da Cantareira e o do Rio Paraná, ficam muito abaixo do limite quando a chuva não vem. 

Mas, por que não chove mais como antigamente? O que a energia elétrica tem a ver com a falta de água? Quais são as alternativas para o Brasil?

Essas e outras questões trabalharemos a partir de agora.

Continue lendo nosso blog e fique por dentro de tudo que acontece no universo da energia elétrica no Brasil.

O que causa a crise hídrica no Brasil? 

Um estudo publicado este ano por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) na revista Nature Communications, apontou a relação entre o desmatamento histórico e a precipitação em diferentes escalas geográficas.

De acordo com os pesquisadores, o desmatamento generalizado resulta em um jogo de soma negativa hidrológica e econômica, pois a falta de chuva e a produção agrícola em larga escala superam os ganhos locais. 

Esse cenário pode causar uma perda de produtividade estimada em R$5,7 bilhões por ano na produção de soja e carne na região amazônica, que em um cenário de governança fraca pode perder até 56% de suas florestas nos próximos 30 anos. 

As análises foram feitas a partir de informações coletadas entre 1999 e 2019, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Brasileira por Satélite (Prodes) e do satélite Tropical Rainfall Measuring Mission (TRMM) da Nasa,

Os Rios Voadores

Na figura abaixo podemos observar os chamados “rios voadores” que são as correntes de ar que trazem as chuvas para as grandes cidades brasileiras.

crise hidrica rios voadores

Os ventos alísios vêm da região equatorial do Oceano Atlântico. Eles trazem a umidade do oceano no sentido leste a oeste e, chegando na Amazônia, essa umidade se precipita em forma de chuva. 

A chuva na Amazônia hidrata o solo e é absorvida pelas raízes mais profundas das grandes árvores, que drenam a umidade e por meio da transpiração e devolvem a umidade para o ar.

Essa umidade no ar é levada para o sul e sudeste brasileiro pelos ventos alísios, fazendo com o que as chuvas cheguem aos reservatórios naturais de água.

O prof. Pedro Luiz Côrtes, da USP, aponta que a troca da floresta por campos de plantação de soja e outras monoculturas resulta no impedimento deste processo, porque as plantações não possuem raízes profundas como a das florestas. 

Portanto, os três principais fatores que ocasionam a crise hídrica são o desmatamento da floresta amazônica, que desestabiliza as correntes de umidade, a produção agrícola em larga escala sem planejamento e a falta de políticas públicas para conter o desmatamento e promover fontes alternativas de energia.

O que pode ser feito para evitar a crise hídrica? 

Segundo o portal da CNN, para alguns analistas, a possibilidade de ficar sem luz é cada vez maior. Mas, o atual governo diz que está monitorando a crise hídrica no Brasil e insiste no discurso que não haverá blecaute.

Por outro lado, sabemos que a falta de água já é uma realidade para muitos reservatórios brasileiros. E, sabendo disso, já existe um projeto para criar um comitê responsável pela gestão de eventuais racionamentos

Veja no quadro abaixo como os níveis dos reservatórios de água já se aproximam do mesmo nível de 2001, quando o Brasil começou a experimentar as terríveis consequências do desmatamento da Amazônia.

crise hídrica reservatorios de agua

Ações de governança pública

Uma das principais medidas a serem tomadas para evitar o agravamento da crise hídrica no Brasil é a criação de documentos que visam o controle no consumo de água.

Por isso, de acordo com o Estadão, o governo federal já prepara uma Medida Provisória para lidar com a atual crise de energia no país e tenta evitar um apagão nacional.

O documento prevê a criação da Câmara de Regras Operacionais Excepcionais para Usinas Hidrelétricas (CARE), a qual terá o poder de adotar medidas como a redução obrigatória do consumo (racionamento) e a contratação emergencial de termelétricas. 

De acordo com a CNN Brasil, grande parte das ações previstas no documento foram as mesmas tomadas em 2001, quando a redução em 20% do consumo foi obrigatória para todo o território nacional. 

Diminuição da dependência de hidrelétricas

Quando há água abundante, as hidrelétricas têm a capacidade de prover uma energia limpa, barata e com confiabilidade. Mas, quando não chove as hidrelétricas perdem sua capacidade de produção.

Por isso, a quantidade de chuvas afeta tanto a geração de energia no Brasil, afinal 65% da produção de energia elétrica do parque gerador brasileiro é composta por hidrelétricas.

Mas, embora a hidroeletricidade seja a principal fonte de geração de energia elétrica no Brasil, desde os anos 2000 outras fontes de energia estão ganhando espaço em nosso território. 

Há uma estratégia intencional de diversificação da matriz geradora de eletricidade no Brasil, a fim de buscarmos reduzir a dependência da hidroeletricidade e, consequentemente, das chuvas.

Dessa forma, adotou-se uma política de diversificação, por meio de leilões de energia, os quais viabilizaram que outras fontes se tornassem bastante competitivas ao longo dos anos, protegendo os interesses do consumidor.

Energia Solar Fotovoltaica: uma solução para o Brasil

Dentre as possibilidades de energias renováveis para o Brasil está a energia solar fotovoltaica. 

Ao contrário do que muitos pensam, a energia solar fotovoltaica não é oriunda do calor do sol, mas da incidência de luz solar. 

Sendo assim, até mesmo o lugar menos ensolarado do Brasil, oferece mais incidência solar do que qualquer outro lugar na Alemanha, por exemplo.

Na Europa, a energia solar já é uma realidade. Aqui no Brasil, muitas empresas já estão adotando a energia solar como alternativa para um possível racionamento de energia elétrica.

 

A Gena, é uma empresa especializada em projetos para empresas que desejam produzir sua própria energia solar. 

Estamos comprometidos com o consumo consciente de energia elétrica e, por isso, acreditamos que a energia solar fotovoltaica é a melhor opção para vencermos a crise hídrica em nosso país. 

Entre em contato conosco e faça um orçamento!

 

20, julho 2021

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